O teatro Mágico - O mundo da Tutty

sábado, 20 de fevereiro de 2016

O teatro Mágico


Já que essa semana falei sobre o livro " O teatro mágico em palavras 1 ", não poderia de deixar de falar sobre a banda! Seria cruel, rs!
Então vamos lá conhecer a banda " O teatro mágico "?

O Teatro Mágico é um grupo musical formado em 2003 em São Paulo, criado por Fernando Anitelli. O projeto reúne ideias do circo, teatro, música, literatura e política. A banda trabalha sem apoio de gravadoras ou mídias.
Em abril de 2008, o grupo apareceu na Globo em uma apresentação circense, ainda nesse mesmo ano, em junho, a banda lançou o segundo álbum " O teatro Mágico: Segundo Ato".
Em março de 2009, voltaram a se apresentar em um programa da Globo, e um ano após, a trupe participou da novela " A vida" na emissora.
Em 2011 foi lançado o terceiro disco da banda, junto com o projeto solo de Fernando Anitelli, " As claves da gaveta" intitulado de A sociedade do espetáculo. 
Em 2013 fez participação na novela Flor do Caribe, da Globo, uma das músicas da banda era tema da novela. Ano também que lançaram seu quarto álbum " Recombinando Atos".
O ultimo trabalho da banda é o Grão do corpo.
Hoje a banda já possui cinco álbuns. As canções são inspiradas nas obras  de Hermann Hesse, que apresentou o teatro mágico em seu livro " O lobo da estepe.
A filosofia da trupe passa por construir sua participação na formação e diretriz do movimento Músicas Para Baixar(MPB) - comprometido com a defesa do livre compartilhamento de arquivos musicais via internet e flexibilização do direito autoral, que conta com adesão de artistas e músicos preocupados com a questão da censura na web. Todos os integrantes da banda se apresentam maquiados e vestidos de acordo a cada álbum lançado.


A história contada desde o início por outros olhos:

Há 15 anos eu era uma criança, ainda não havia entrado na adolescência, já era muito próximo de Fernando, meu irmão, figura que futuramente eu iria empresariar no ramo musical. Naquela época, me lembro de participar de algumas viagens com a banda dele, meu pai sempre nos acompanhava, eu de longe também ouvia as histórias que enchiam todos de esperança: “o cara é amigo do primo de um funcionário da Globo!!!”, “disse que vai levar nossa fita para a produção do Faustão!!!” ; “O produtor deste show disse que não tem cachê, mas que pode nos apresentar para um locutor da radio 89FM!!!”

Eram estas notícias que alimentavam nossos sonhos, nos mantinha aquecidos para uma possível oportunidade, e assim vivíamos a ingênua ilusão de que, um dia, seríamos premiados com um contrato em uma gravadora, como um presente que viria do céu, que nem um disco voador, um estrela cadente, um eclipse da lua e de marte ao mesmo tempo, o tipo de coisa que só acontece uma vez na vida, em 1 milhão de vidas. 

Bem, vivemos assim durante cerca de 8 anos, esperando, esperando, esperando, esperando...até que a esperança foi ficando lá trás. Após perder dinheiro na mão de picaretas dizendo que tinham contatos, que nos levariam para turnês no exterior - pasmem, meu pai desesperado colocou a mão no bolso pra isso -, depois de uma série de engodos, o fato era que a gravadora não contratava mais quem não tivesse o investimento inicial no Álbum, o amigo do primo que trabalhava na Globo era só um auxiliar administrativo da segurança e disco voador não existia .....estava tudo acabado, não havia mais espaço para gente nova e sem dinheiro na música brasileira.... até que uma pequena luz no fim do túnel se acendera: uma gravadora aceitou gravar as músicas de Fernando!

No inicio comemoramos muito, era a entrada no “ main stream”, fomos gravar no Beebop. Chegamos por lá e nos disseram que o Zezé de Camargo tinha saído há pouco tempo porque estava gravando uma música lá também!!! Meu deus, a gente nem gostava de sertanejo, mas estava de igual pra igual ali. Este foi nosso segundo erro ingênuo, o primeiro foi ficar esperando o contrato de uma gravadora, o segundo foi assinar.

Depois de alguns dias e algumas horas de estúdio o dono da gravadora avalia que nossa música estava brasileira demais, a moda que estava começando a pegar era o ska, e portanto, teríamos que refazer tudo. Fernando, na sua inocência e coragem, não entende e não aceita modificar todos os nossos arranjos de uma hora para outra - e o dono da gravadora cancela o projeto. 

Mas a novela não acaba aqui, o pior ainda estava por vir. O que foi mais dolorido foi, na assinatura do contrato com a companhia, com toda a empolgação, demos todos os direitos de todas as músicas que Fernando poderia gravar nos próximos 5 anos, ou seja, além de acabar com todas as nossas esperanças, Fernando ainda ficou trancado, silenciado, sem poder sequer fazer um CDzinho demo pra mostrar pros amigos. 

Isso criou as bases para o nosso pensamento, perseguimos por anos respostas em um sistema engessado, onde os definidores da música são os atravessadores, negociantes de terno e gravata. Foi a partir deste tombo que chegamos a seguinte conclusão: Independência ou morte! Não vamos mais depender de contato de rádio, gravadora, TV, empresário. Chega, acabou, vamos começar a estabelecer um contato com 1 agente somente, o público, é ele que importa, é ele quem interessa!!!!
E foi dai que começou a nascer o verdadeiro espetáculo.


Seu projeto para novos álbuns é todo com ajuda do público, e você também pode ajudar, assim como eu, acesse; Catarse - O teatro mágico.
Toda novidade eles estão sempre aprensentando em suas redes sociais como o Youtube, Facebook, Twitter e não podia falta o instagram.

Seus discos:

1° Entrada para raros - 2003

Conheci a banda logo no inicio, as primeiras vezes que escutei suas músicas, achei um ritmo estranho, umas frases que não se ligavam, e só após ouvir novamente foi que o encanto veio e hoje sou apaixonada pela banda. Esse foi o cd que ouvi, e até hoje meu preferido, amo todas as músicas.

2° O Segundo Ato - 2008

As composições escolhidas colocam em debate o homem e a sociedade na qual vive. No primeiro CD (Entrada para Raros), a trupe estava imersa num universo paralelo, num lugar onde tudo era possível, falávamos de lutar pelos nossos ideais, pelos sonhos. No “Segundo Ato”, a gente dialoga sobre como realizar isso. É como se a trupe chegasse na cidade e se deparasse com as questões sociais e urbanas, como o cotidiano dos mendigos citados na música “Cidadão de Papelão” ou a problemática da mecanização do trabalho, questionada na canção “O Mérito e o Monstro”. Indo mais além, na música “Xanéu nº5″, há um debate sutil e, por vias opostas, mordaz, sobre o amontoado de informações que absorvemos, sem perceber, assistindo aos programas de TV da atualidade”, explica Anitelli.
Ainda me surpreendendo, amo 90% das músicas desse cd!

3° A Sociedade do Espetáculo - 2011

Minhas musicas preferidas desse cd:  Além, porém aqui,  Amanhã... será?, Quermesse, Da entrega, Eu nao sei na verdade quem eu sou, Nosso pequeno castelo, Felicidade?, O que se perde enquanto os olhos piscam,  Folia no quarto, Você me bagunça, O mundo não vale o mundo, Até quando...

4° Recombinando Atos - 2013


5° Grão do corpo - 2015



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