O que vem por ai no Grupo Companhia das Letras. - O mundo da Tutty

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

O que vem por ai no Grupo Companhia das Letras.


Mais um mês se passou e o Grupo Companhia das letras, parceiro aqui do blog, vem com inúmeras novidades para os apaixonados pela literatura. Vou ser sincera, esse sempre é o post mais difícil de ser feito, ter que escolher entre oito livros de tantos que estão por vir, e como escolher um doce favorito, no pote de Halloween. Injustíssimos. Mas eu preciso escolher e mostrar as maravilhas a vocês.


1- Inspirações de Marina Ruy Barbosa
Marina Ruy Barbosa aceitou um convite para ler poesia durante dois anos e recomendar o que a inspirasse para os milhões de seguidores que a acompanham diariamente no Instagram. Capturada pela obra de Carlos Drummond de Andrade, Hilda Hilst, Manoel de Barros, Mario Quintana, Paulo Leminski e Vinicius de Moraes, entre outros grandes nomes da poesia brasileira clássica e contemporânea, Marina foi além. A descoberta de livros e poemas resultou na construção de um diário compartilhado, que oferece muito mais do que os posts instantâneos que inundam as redes sociais. Com essas leituras, Marina conseguiu inspiração para reflexões pessoais e acabou revelando sentimentos e opiniões sobre temas universais que permeiam sua vida.

Com o barulho do trânsito, dos celulares e dos nossos próprios pensamentos, o silêncio parece algo inalcançável. A partir de sua experiência pessoal e das ideias de filósofos, escritores e artistas clássicos e contemporâneos, o explorador e escritor norueguês Erling Kagge reflete sobre a importância de trancar o mundo do lado de fora. Segundo ele, silêncio não significa necessariamente ausência de ruído, e sim um recurso que está ao alcance de todos nós, em qualquer lugar: no meio do deserto e do polo sul, mas também no chuveiro ou na pista de dança. Por meio dele, aprendemos a nos conhecer melhor. Um livro sensível e brilhante, que faz com que o leitor volte a se deslumbrar com o mundo.

Histórias extraordinárias reúne dezoito contos assombrosos de Edgar Allan Poe, com seleção, apresentação e tradução do poeta José Paulo Paes. Este livro traz, entre outras obras-primas do mestre do suspense e do mistério, “A carta roubada”, “O gato preto”, “O escaravelho de ouro”, “O poço e o pêndulo”, “Assassinatos na rua Morgue” e “O homem da multidão”.
O caráter macabro das histórias, dotadas de profundidade psicológica e imersas em uma atmosfera eletrizante, continua a conquistar novos leitores e a afirmar sua condição de clássico. Nas palavras de Paes, “Poe sempre consegue […] provocar-nos aquele arrepio de morte ou aquela impressão de vida que, em literatura, constituem o melhor, senão o único, passaporte para a imortalidade”.

Apesar de ser uma história diferente, os fãs de Fronteiras do Universo vão reconhecer muito do mundo e dos personagens que povoam La Belle Sauvage. Enquanto o protagonista, Malcolm, se envolve em uma assustadora aventura para tentar salvar a pequena Lyra das garras do Magisterium, outros mistérios e vilões surgem para complementar a trama que já conhecemos tão bem.
“Sempre quis contar a história de como Lyra acabou morando na Faculdade Jordan. Este livro e o próximo cobrem dois momentos da vida dela: partindo bem do início e retornando vinte anos depois. Quanto ao terceiro livro, ainda é segredo.” – Phillip Pullman


"Cadê vocês? Me respondam."
Essa foi a última mensagem que Carver mandou para seus melhores amigos, Mars, Eli e Blake. Logo em seguida os três sofreram um acidente de carro fatal. Agora, o garoto não consegue parar de se culpar pelo que aconteceu e, para piorar, um juiz poderoso está empenhado em abrir uma investigação criminal contra ele.
Mas Carver tem alguns aliados: a namorada de Eli, sua única amiga na escola; o dr. Mendez, seu terapeuta; e a avó de Blake, que pede a sua ajuda para organizar um “dia de despedida” para compartilharem lembranças do neto.
Quando as outras famílias decidem que também querem um dia de despedida, Carver não tem certeza de suas intenções. Será que eles serão capazes de ficar em paz com suas perdas? Ou esses dias de despedida só vão deixar Carver mais perto de um colapso — ou, pior, da prisão?

“Para conhecer o amor verdadeiro é preciso ser arrasado por ele.”
Rajputana, Índia, 1930. Desde a morte de seu marido, a jovem inglesa Eliza tem como única companhia sua câmera. Determinada a se firmar como fotógrafa profissional, ela acaba de aceitar um convite do governo britânico para se hospedar durante um ano no castelo da família real local. Sua missão: fotografar, para o acervo da Coroa inglesa, a vida no Estado principesco de Juraipore.
Ao conhecer Jayant, irmão mais novo do marajá, Eliza embarca na aventura mais transformadora de sua vida. Acompanhada pelo príncipe rebelde e misterioso, ela conhecerá uma terra marcada por contrastes — com paisagens de beleza incomparável, cultura rica e vibrante e, ao mesmo tempo, a mais devastadora das misérias.
Enquanto Eliza desperta Jayant para a pobreza que circunda o castelo, ele mostra a ela as injustiças do domínio britânico na Índia. Juntos, descobrem uma afinidade de alma e uma paixão arrebatadora. Mas a família real fará de tudo — até o impensável — para impedir a aproximação entre o nobre indiano e a viúva inglesa.

Quem tem mais dinheiro é mais feliz? O amor tem um preço? Por que nos importamos com a opinião dos outros? Como as emoções afetam nossas decisões? Talvez essas não pareçam perguntas que interessem a um economista, mas Samy Dana e Sergio Almeida vão muito além do cálculo de juros, inflação e crescimento do PIB. A economia também é a ciência que estuda como os seres humanos tomam decisões — em muitas das escolhas que fazemos, há um lado oculto que tem muito a ver com economia. Usando como base dezenas de estudos e artigos científicos, Pode não ser o que parece foge do senso comum e responde às dúvidas que afligem a todos. Um livro que mudará sua maneira de enxergar o mundo.

Este é um livro sobre memória, amor e literatura. Considerado por Vladimir Nabokov sua melhor obra escrita em russo — ele mesmo revisaria sua tradução para o inglês, décadas depois —, O dom condensa, com extrema virtuose estilística, o melhor de sua produção no período. Ele capta, com riqueza de detalhes, a difícil vida dos emigrados no país que lhes é hostil. Com ironia, reconstrói os círculos literários da época, onde todos, por menor que fosse o grupo de escritores, se tratavam com gentileza para depois se criticarem mutuamente pelas costas. Sem dinheiro, com aspirações a se tornar um grande escritor, o poeta iniciante e sonhador Fyodor navega por esse mundo vago e sombrio. Enquanto sonha com versos, com sua juventude perdida e com o pai, desaparecido anos antes, ele nos conta duas histórias de amor. Por Zina, a filha do senhorio que aluga um quarto para ele, e pela própria literatura russa, que permeia todo este grandioso romance.

Tem resenha dos livros que li da Companhia das Letras  (clique aqui)

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